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Errata: O Que É e Como Fazer nas Normas ABNT (com Modelo)

O que é errata, quando fazer, onde entra na estrutura ABNT e como montar (com modelo ‘onde se lê / leia-se’) pronto para usar.

Você acabou de entregar seu TCC, monografia ou dissertação. A sensação de alívio dura pouco: ao folhear a versão impressa, percebe um erro de digitação no título de um capítulo ou uma data incorreta em uma citação. O trabalho já foi encadernado, a banca já tem as cópias em mãos. E agora?

É exatamente para essa situação que existe a errata — um recurso previsto pelas normas ABNT que permite corrigir falhas identificadas após a impressão ou entrega definitiva do trabalho acadêmico. Neste artigo, você vai entender o que é errata, quando utilizá-la, onde ela se encaixa na estrutura do TCC e, principalmente, terá acesso a um modelo pronto para usar.

O que é errata no contexto acadêmico

A errata é uma lista de correções que indica os erros encontrados em um documento já finalizado, acompanhada das respectivas correções. O termo vem do latim e significa literalmente “coisas erradas”. No universo acadêmico, a errata funciona como um registro formal de que o autor identificou falhas no texto após a impressão e está apresentando as devidas retificações.

Diferente de uma simples revisão — que ocorre antes da entrega —, a errata só faz sentido quando não é mais possível alterar o documento original. Ela não substitui as páginas com erro; apenas informa ao leitor onde está o equívoco e qual é a informação correta.

Segundo a NBR 14724, que regulamenta a apresentação de trabalhos acadêmicos, a errata é um elemento pré-textual opcional. Isso significa que você só deve incluí-la se realmente houver erros a corrigir. Trabalhos sem falhas não precisam (e não devem) conter uma folha de errata em branco.

Para entender melhor os termos técnicos usados em trabalhos acadêmicos, consulte nosso glossário completo.

Quando é preciso fazer uma errata

A errata deve ser utilizada exclusivamente para corrigir erros detectados após a impressão ou entrega oficial do trabalho. Alguns exemplos de situações que justificam sua elaboração:

  • Erros de digitação que alterem o sentido do texto ou comprometam a compreensão
  • Datas, números ou dados estatísticos incorretos
  • Nomes de autores ou obras citadas grafados de forma errada
  • Omissão de palavras que prejudiquem a coerência de uma frase
  • Erros em títulos de capítulos, seções ou legendas de figuras e tabelas

Existem situações em que a errata não é recomendada. Erros de formatação generalizada, problemas estruturais graves ou falhas que comprometam a argumentação central do trabalho não devem ser tratados com errata — nesses casos, o ideal é reimprimir o documento corrigido, se a instituição permitir.

A errata também não serve para acrescentar conteúdo novo ou fazer alterações que você “gostaria de ter feito”. Seu propósito é estritamente corretivo.

Onde a errata entra na estrutura ABNT

A NBR 14724 estabelece que a errata deve ser inserida logo após a folha de rosto, antes de qualquer outro elemento pré-textual. A ordem correta dos elementos iniciais fica assim:

  1. Capa (obrigatório)
  2. Folha de rosto (obrigatório)
  3. Errata (opcional)
  4. Folha de aprovação (obrigatório)
  5. Dedicatória (opcional)
  6. Agradecimentos (opcional)
  7. Epígrafe (opcional)
  8. Resumo na língua vernácula (obrigatório)

Quando a errata é entregue separadamente — o que acontece com frequência, já que o erro costuma ser descoberto depois da encadernação —, ela deve ser apresentada em papel avulso ou encartada no trabalho. Nesse caso, a folha é inserida fisicamente na posição indicada acima.

Se você está formatando seu trabalho do zero, o editor ABNT do FastFormat já organiza automaticamente a ordem dos elementos pré-textuais, evitando esse tipo de confusão.

Como montar a errata passo a passo

A estrutura da errata é simples e padronizada. Ela deve conter a referência do trabalho e uma tabela com as correções. Veja como montar:

Passo 1: Identifique o trabalho

No topo da folha, inclua a referência bibliográfica completa do seu próprio trabalho, seguindo o padrão ABNT para documentos. Exemplo:

SILVA, Maria Clara. Análise do comportamento do consumidor digital. 2024. 85 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Administração) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2024.

Passo 2: Crie a tabela de correções

Abaixo da referência, insira uma tabela com quatro colunas:

  • Folha: número da página onde está o erro
  • Linha: número da linha onde está o erro
  • Onde se lê: transcrição exata do trecho errado
  • Leia-se: versão corrigida do trecho

Passo 3: Preencha com precisão

Transcreva o erro exatamente como aparece no documento. Na coluna “Leia-se”, escreva a forma correta. Seja preciso na indicação de folha e linha para que o leitor localize rapidamente o trecho.

Passo 4: Centralize o título

A palavra “ERRATA” deve aparecer centralizada, em letras maiúsculas, no topo da página (após a referência do trabalho).

Modelo de errata pronto para usar

Abaixo você encontra um modelo completo de errata, pronto para adaptar ao seu trabalho. Basta substituir os dados de exemplo pelas informações do seu documento:

FolhaLinhaOnde se lêLeia-se
158comportamento do cosumidorcomportamento do consumidor
2314pesquisa realizada em 2022pesquisa realizada em 2023
473segundo Kotler (2018)segundo Kotler (2019)
6221aumento de 15% nas vendasaumento de 25% nas vendas

O modelo acima segue as orientações da NBR 14724. Você pode adicionar quantas linhas forem necessárias, mas lembre-se: uma errata muito extensa pode indicar que o trabalho precisaria de uma revisão mais cuidadosa antes da entrega.

Para garantir que seu trabalho esteja formatado corretamente desde o início — reduzindo a chance de precisar de errata —, experimente o formatador automático do FastFormat, que aplica as normas ABNT em todo o documento.

Perguntas frequentes

A errata conta na numeração de páginas do trabalho?

Não. A errata, assim como os demais elementos pré-textuais, é contada na sequência de folhas, mas não recebe numeração impressa. A numeração visível só começa a partir da primeira página da parte textual (introdução).

Posso entregar a errata separadamente depois da defesa?

Sim, e essa é a situação mais comum. Quando o erro é identificado após a encadernação, a errata é entregue como folha avulsa para ser inserida no trabalho. Algumas instituições aceitam que a errata seja colada ou encartada na posição correta; outras pedem apenas que seja anexada. Consulte a secretaria do seu curso para confirmar o procedimento aceito.

Quantos erros justificam fazer uma errata?

Não existe um número mínimo ou máximo definido pela ABNT. A errata deve ser feita sempre que houver erros que comprometam a compreensão ou a precisão das informações. Um único erro grave (como uma data ou nome incorreto) já justifica a errata. Por outro lado, dezenas de erros de digitação podem indicar que o trabalho deveria ser revisado e reimpresso.

Errata e corrigenda são a mesma coisa?

Na prática acadêmica brasileira, os termos são usados como sinônimos. Tecnicamente, “errata” refere-se à lista de erros, enquanto “corrigenda” seria a lista de correções. A NBR 14724 utiliza apenas o termo “errata”, que é o padrão adotado nas instituições de ensino superior do país.

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